08 de setembro de 2010
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O que é a RGN?

                                      Os recém-nascidos (RN's) de muito baixo peso (RNMBP) são RN's que apresentam um peso de nascimento inferior a 1.500g. Esta população constitui atualmente um importante problema de saúde publica, pois corresponde a uma parcela significativa da mortalidade neonatal. No estado do Rio Grande do Sul, 50% dos óbitos neonatais são de RNMBP. Além disto, os RNMBP sobreviventes apresentam uma elevada morbidade, isto é, podem apresentar seqüelas graves no desenvolvimento físico e mental.

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), atenta a este cenário, criou, em setembro de 2001, com parceria temporária do Centro Latino Americano de Perinatologia (CLAP), a Rede Gaúcha de Neonatologia (RGN) com o objetivo de avaliar a morbimortalidade desta população através de coleta padronizada de informações. Na ocasião, a RGN era composta por 9 Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN's). 


     Com a criação da RGN, foi possível apresentar a descrição da mortalidade por faixa de peso na população de RNMBP, além dos diagnósticos mais freqüentes (doença da membrana hialina, persistência do canal arterial, hemorragia intraventricular, entre outros) e das intervenções mas utilizadas (tais como administração de surfactante, de corticosteróide antenatal, uso de ventilação mecânica e de CPAP nasal, entre outros).

     Com a evolução do projeto, mais Unidades de Terapia Intensiva Neonatal foram se incorporando a RGN, aumentando a importância e a representatividade da Rede. Atualmente, a RGN conta com 25 UTIN's, sendo 7 localizadas em Porto Alegre e 18 distribuídas pelas principais cidades do interior do Rio Grande do Sul. O Banco de Dados da RGN se compõe de uma população de mais de 2.000 RN's e permite uma análise de cerca de 200 variáveis.

 

Os objetivos da RGN são

 

•  Realizar vigilância epidemiológica da sobrevida em RNMBP, descrevendo a sobrevida dos bebês de muito baixo peso, estratificados por faixa de peso, idade gestacional, escore de gravidade e monitorar possíveis diferenças significativas ao longo do tempo;

•  Identificar fatores associados ao óbito neonatal, descrevendo fatores de risco e de proteção associados ao óbito neonatal, os diagnósticos mais freqüentes e as intervenções realizadas durante a internação destes pacientes;

•  Conhecer e discutir as diferentes dificuldades enfrentadas no tratamento dos RNMBP nas Unidades gaúchas, melhorando, assim, as práticas assistenciais e aumentando a sobrevida e posterior qualidade de vida do pacientes egressos das UTIN's;

•  Realizar a descrição do perfil e das condições de atendimento em sala de parto nas UTIN's participantes;

•  Realizar pesquisas periódicas como base para sugestão de diretrizes assistenciais;Incentivar os ambulatórios de seguimento.

 

 

 

 

 
  

    

 
 
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