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Os recém-nascidos (RN's) de muito baixo peso (RNMBP) são RN's que
apresentam um peso de nascimento inferior a 1.500g. Esta população
constitui atualmente um importante problema de saúde publica, pois
corresponde a uma parcela significativa da mortalidade neonatal. No
estado do Rio Grande do Sul, 50% dos óbitos neonatais são de RNMBP.
Além disto, os RNMBP sobreviventes apresentam uma elevada morbidade,
isto é, podem apresentar seqüelas graves no desenvolvimento físico e
mental.
A
Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), atenta a este
cenário, criou, em setembro de 2001, com parceria temporária do Centro Latino Americano de Perinatologia (CLAP), a Rede Gaúcha de Neonatologia
(RGN) com o objetivo de avaliar a morbimortalidade desta população
através de coleta padronizada de informações. Na ocasião, a RGN era
composta por 9 Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN's).
Com
a criação da RGN, foi possível apresentar a descrição da mortalidade
por faixa de peso na população de RNMBP, além dos diagnósticos mais
freqüentes (doença da membrana hialina, persistência do canal arterial,
hemorragia intraventricular, entre outros) e das intervenções mas
utilizadas (tais como administração de surfactante, de corticosteróide
antenatal, uso de ventilação mecânica e de CPAP nasal, entre outros).
Com
a evolução do projeto, mais Unidades de Terapia Intensiva Neonatal
foram se incorporando a RGN, aumentando a importância e a
representatividade da Rede. Atualmente, a RGN conta com 25 UTIN's,
sendo 7 localizadas em Porto Alegre e 18 distribuídas pelas principais
cidades do interior do Rio Grande do Sul. O Banco de Dados da RGN se
compõe de uma população de mais de 2.000 RN's e permite uma análise de
cerca de 200 variáveis.
Os objetivos da RGN são
•
Realizar vigilância epidemiológica da sobrevida em RNMBP, descrevendo a
sobrevida dos bebês de muito baixo peso, estratificados por faixa de
peso, idade gestacional, escore de gravidade e monitorar possíveis
diferenças significativas ao longo do tempo;
•
Identificar fatores associados ao óbito neonatal, descrevendo fatores
de risco e de proteção associados ao óbito neonatal, os diagnósticos
mais freqüentes e as intervenções realizadas durante a internação
destes pacientes;
•
Conhecer e discutir as diferentes dificuldades enfrentadas no
tratamento dos RNMBP nas Unidades gaúchas, melhorando, assim, as
práticas assistenciais e aumentando a sobrevida e posterior qualidade
de vida do pacientes egressos das UTIN's;
• Realizar a descrição do perfil e das condições de atendimento em sala de parto nas UTIN's participantes;
•
Realizar pesquisas periódicas como base para sugestão de diretrizes
assistenciais;Incentivar os ambulatórios de seguimento.
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