A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul manifestou apoio ao projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil. A proposta foi aprovada pelo Senado Federal no dia 4 de março e segue agora para sanção presidencial. Para a entidade, a iniciativa representa um avanço importante nas políticas públicas voltadas à primeira infância, ao reconhecer a importância da presença paterna nos primeiros dias de vida da criança.

Estudos apontam que o envolvimento do pai desde o nascimento contribui para maior segurança emocional da criança, favorece o desenvolvimento cognitivo e fortalece o vínculo afetivo estabelecido nos primeiros meses de vida. A participação ativa nesse período inicial também está associada a benefícios que podem se refletir ao longo de toda a infância.
O pediatra e integrante da diretoria da SPRS, Dr. Leandro Meirelles Nunes, ressalta que a ampliação da licença-paternidade deve ser compreendida como uma medida de promoção da saúde infantil. “A presença do pai nos primeiros dias de vida não é apenas um gesto de apoio à mãe, mas um fator que impacta diretamente o desenvolvimento emocional e social da criança. Quando o pai participa ativamente desde o início, cria-se um vínculo mais forte e aumenta a probabilidade de que ele permaneça envolvido no cuidado ao longo de toda a infância”, afirma.
A participação paterna também pode trazer impactos positivos para a saúde materna no período pós-parto. A presença do parceiro contribui para reduzir o risco de depressão pós-parto, aliviar a sobrecarga física e emocional da mãe e favorecer o sucesso da amamentação, especialmente nas primeiras semanas, quando o apoio familiar é fundamental.
“A ampliação da licença-paternidade fortalece a divisão de responsabilidades dentro da família e contribui para uma dinâmica mais equilibrada no cuidado com o bebê. Quando o pai aprende a cuidar da criança desde o início da vida, desenvolve autonomia e confiança para participar ativamente da rotina familiar”, acrescenta o médico.
Embora o projeto seja considerado um avanço relevante, especialistas destacam que o Brasil ainda pode evoluir nesse campo. Em alguns países, como a Suécia, modelos de licença parental compartilhada permitem que mães e pais dividam períodos mais longos de afastamento do trabalho, favorecendo maior presença familiar no cuidado com a criança, especialmente nos primeiros meses de vida.
Para a SPRS, iniciativas que ampliem o envolvimento paterno devem ser compreendidas como investimentos na saúde pública e no desenvolvimento integral das crianças.
Redação: Marcelo Matusiak
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