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Constipação intestinal na infância exige atenção aos sinais de alerta e orientação adequada às famílias


A constipação intestinal está entre as queixas mais frequentes nos consultórios pediátricos e gera dúvidas tanto entre profissionais da saúde quanto entre famílias. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul chama atenção para a importância de diferenciar quadros funcionais, relacionados a hábitos e comportamento intestinal, daqueles que exigem investigação para doenças orgânicas, como doença celíaca, hipotireoidismo ou doença de Hirschsprung.

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Entre os principais sinais que indicam necessidade de avaliação breve por pediatra ou gastropediatra estão início da constipação no primeiro mês de vida, eliminação de mecônio após 48 horas do nascimento, presença de sangue nas fezes na ausência de fissura anal, vômitos biliosos, febre e distensão abdominal importante. Nessas situações, a investigação para causas orgânicas deve ser imediata.

Para prevenção e tratamento dos quadros funcionais, mudanças simples na rotina costumam trazer resultados consistentes. Alimentação equilibrada com oferta diária de frutas, verduras, legumes e cereais integrais, hidratação regular ao longo do dia e estímulo à atividade física são medidas fundamentais. Também é recomendado estabelecer horário regular para que a criança sente no vaso sanitário ou penico, especialmente após as refeições, sem pressa ou cobrança, mantendo postura adequada com apoio para os pés.

Entre os alimentos que auxiliam no funcionamento intestinal estão frutas com casca e bagaço, como pera, maçã e ameixa, além de aveia, arroz integral, feijão e lentilha. No entanto, a especialista alerta que medidas isoladas raramente resolvem o problema. “O mais eficaz é a combinação de alimentação adequada, rotina estruturada, ambiente tranquilo e, quando necessário, tratamento medicamentoso orientado pelo pediatra”, afirma.
 

Mitos frequentes

A ideia de que toda constipação indica doença grave não é verdadeira, já que a maioria dos casos é funcional. Outro equívoco comum é acreditar que apenas aumentar fibras e água resolve o quadro. Diretrizes internacionais da Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN) e da Sociedade Norte-Americana de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (NASPGHAN) apontam que a quantidade deve ser adequada à idade, e que, em muitos casos, o uso de medicamentos como o polietilenoglicol faz parte do tratamento seguro e não causa dependência quando prescrito corretamente.


Redação: Marcelo Matusiak
PlayPress Assessoria de Imprensa

 

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