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Novas diretrizes e tecnologias reposicionam o cuidado com o autismo na infância


O cuidado com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) vive um momento de transformação, impulsionado por novas diretrizes que recomendam o rastreio entre 16 e 30 meses e pela incorporação de tecnologias no manejo clínico. No Abril, Mês da Conscientização do Autismo, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) chama atenção para o impacto dessas mudanças na prática pediátrica e na forma como famílias acessam informação e tratamento.

TEA Autismo SPRS Na rotina dos consultórios, o pediatra passa a ter um papel ainda mais ativo na identificação precoce de sinais do desenvolvimento atípico, utilizando ferramentas como o M-Chat, instrumento de triagem já incorporado à Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde. A antecipação da intervenção, mesmo antes do diagnóstico fechado, representa uma mudança relevante no cuidado, com potencial de melhorar desfechos clínicos e qualidade de vida.

“A pediatria é a especialidade médica responsável pela infância, do recém-nascido à adolescência, e a vigilância do desenvolvimento faz parte das consultas de puericultura. O pediatra tem um aliado importante, que é a Caderneta da Criança, onde foi incorporado o M-Chat, um instrumento prático para o rastreamento do autismo”, afirma o pediatra do Desenvolvimento e Comportamento e membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da SPRS, Dr. Renato Santos Coelho.

Com essas mudanças, o especialista destaca que o pediatra precisa ampliar seu repertório clínico, incorporando uma semiologia mais voltada ao desenvolvimento e se tornando parte central na condução dos casos, reduzindo a necessidade de encaminhamentos precoces para subespecialidades.

Ao mesmo tempo, novas abordagens terapêuticas começam a ganhar espaço, como o uso de robótica em intervenções e estratégias farmacológicas voltadas ao sono, como a melatonina. Embora algumas dessas ferramentas já estejam presentes na prática, ainda há necessidade de maior robustez científica para consolidar sua indicação.

“Os dados disponíveis sobre o uso de robótica mostram tendências positivas em engajamento social e habilidades comunicativas, mas ainda são limitados. Trata-se de uma possibilidade promissora como recurso adjunto, não substitutivo, porque a interação humana é parte essencial do desenvolvimento dessas crianças”, explica o pediatra Renato Santos Coelho.

Diante da multiplicidade de informações disponíveis, especialmente em redes sociais, a SPRS reforça a importância de que famílias busquem orientação com profissionais qualificados e evitem aderir a intervenções sem evidência científica. O vínculo com um pediatra de confiança é apontado como um dos principais pilares para decisões seguras e baseadas em conhecimento técnico.



Redação: Marcelo Matusiak
PlayPress Assessoria de Imprensa
Foto: Freepik
 

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