Manter as crianças em movimento durante o inverno é um cuidado importante para a saúde física, emocional e social. No Rio Grande do Sul, onde os dias frios e úmidos podem reduzir as atividades ao ar livre, a SPRS orienta as famílias a adaptarem a rotina, sem abrir mão da prática de exercícios, brincadeiras ativas e momentos de gasto de energia ao longo do dia.
A redução da atividade física no período de baixas temperaturas pode impactar o desenvolvimento motor, a disposição, o sono, o humor e a prevenção do ganho excessivo de peso. A recomendação é que pais e responsáveis busquem alternativas compatíveis com a realidade de cada família, priorizando ambientes seguros, roupas adequadas e regularidade.
“O inverno não deve ser sinônimo de sedentarismo. A criança precisa brincar, se movimentar, gastar energia e desenvolver suas habilidades motoras em todas as estações do ano. Quando o frio impede atividades externas, é possível criar opções dentro de casa, na escola, em espaços comunitários ou em locais fechados apropriados”, destaca o presidente da SPRS, Marcelo Pavese Porto.
Entre as alternativas para os dias mais frios estão dança, circuitos com obstáculos simples, alongamentos, jogos corporais, brincadeiras de equilíbrio, atividades recreativas em grupo e exercícios leves supervisionados. Para as crianças que praticam esportes ao ar livre, o cuidado deve incluir agasalho adequado, proteção contra vento e umidade, aquecimento antes da atividade e troca de roupas molhadas após o exercício.
A SPRS também alerta para o equilíbrio no uso de telas. Em dias de maior permanência dentro de casa, é comum que celulares, tablets, videogames e televisão ocupem mais espaço na rotina infantil. A orientação é intercalar momentos de lazer digital com brincadeiras ativas e atividades que estimulem movimento, criatividade e interação familiar.
“Mais importante do que buscar uma atividade complexa é garantir constância. Pequenas ações diárias, feitas com segurança e incentivo da família, ajudam a criança a entender que o movimento faz parte de uma vida saudável”, complementa Marcelo Pavese Porto.
A entidade orienta que crianças com doenças crônicas, sintomas respiratórios, febre, falta de ar, dor no peito ou limitação importante para esforço sejam avaliadas por um pediatra antes da prática de atividade física. Em caso de dúvidas sobre intensidade, frequência ou tipo de exercício mais indicado para cada faixa etária, a recomendação é buscar orientação com o pediatra de confiança.
Redação: Marcelo Matusiak
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